Destaques
- Programa da II Semana do Ciclismo
- 2º Passeio de Cicloturismo
- Preâmbulo
- O Porto-Lisboa de 1982 e o Abraço Entre o Futebol e o Ciclismo
- O Porto-Lisboa de 1982 e Alcobaça
- Texto de Alves Barbosa sobre o Porto-Lisboa
- Texto de José Alberto Vasco sobre o Porto-Lisboa
- Texto do Doutor José Magalhães Castela Sobre o Porto-Lisboa
- Texto do Doutor Rui Rasquilho sobre o Porto-Lisboa
- Intervenção de Guita Júnior no Colóquio
- Vencedores do Porto-Lisboa
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço V
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço IV
Decorreu na 4ª feira, 29 de Outubro. A organização temia uma participação menor já que, por circunstâncias diferentes, quer Ana Maria Nicolau, quer José Trindade, filhos, respectivamente, de José Maria Nicolau e de Alfredo Trindade, não puderam estar presentes.
Mas correu exactamente ao contrário. Após breve introdução, feita pelo coordenador da Organização, Timóteo de Matos, resumindo a actividade desportiva dos dois ciclistas, entrou-se num debate vivo sobre o fair-play no desporto e ainda sobre o ciclismo em Portugal, até à actualidade.
Fernando Vieira, antigo ciclista e treinador do Benfica, teve também duas ou três intervenções onde explicou a diferença entre o ciclismo antigo e o actual.
Encerrou-se a sessão havendo muito mais a acrescentar já que, com o avançar da noite, se foi entrando no preâmbulo do tema da Tertúlia seguinte, o ciclismo em Alcobaça.
Seguem-se algumas fotografias para que todos possamos relembrar esta Tertúlia:
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço III

O Nosso Balanço
3 – As Tertúlias: Abílio Gil Moreira
Teve lugar em 28 de Outubro e contou com a presença do filho Arq.º Carlos Alberto Gil Moreira, a quem agradecemos.
Foi uma noite de grandes recordações, aqui e ali vivida também com alguma emoção.
Numa primeira intervenção Gil Moreira falou do pai e relembrou o Homem que muitos conhecemos, pessoa inteligente, sensível, organizada. E vieram à baila as capacidades que o notabilizaram no ciclismo, onde foi praticante de grande nível, representando o Benfica, clube no qual ombreou com José Maria Nicolau e outros de grande valia.
Mais tarde foi tudo no ciclismo: jornalista, treinador, estudioso, fabricante e comerciante.
A sala foi-se entusiasmando a pouco e pouco e, à medida que Gil Moreira ia exibindo recordações (livros, apontamentos, dedicatórias, objectos) cada uma dos presentes reviveu a imagem daquele que foi uma das maiores figuras do ciclismo português.
Fechando com chave de ouro, o anfitrião, Dr. Jorge Pereira de Sampaio, fez a proposta de que fosse atribuído o nome de Abílio Gil Moreira a uma das ruas de Alcobaça o que mereceu a aprovação de todos os presentes e vai ser levado às instâncias competentes.
Segue-se uma pequena resenha para relembrar quem foi o Abílio Gil Moreira e algumas fotografias para recordarmos a Tertúlia:
Abílio Gil Moreira nasceu a 13 de Junho de 1907, sendo, portanto, um ano mais velho que os seus colegas e rivais, os conhecidos Nicolau e Trindade, com quem conviveu.
Desde pequeno conviveu com muitos dos pioneiros do Ciclismo em Portugal o que foi decisivo no seu bem conhecido amor pela modalidade.
Aos 17 anos já estava a competir em provas oficiais e mais tarde, durante longos anos, a descrever e a criticar a modalidade em jornais e revistas diversas.
Concluímos este apontamento com um texto extraído, com a devida vénia, do livro “A História do Sport Lisboa e Benfica em Duas Rodas”, de onde são também extraídos a caricatura e a fotografia que apoia o texto.
Foi um dos corredores de melhor preparação técnica, em várias épocas, a começar por 1931, em que conquistou e ajudou a conquistar numerosos triunfos:
Vencedor das provas clássicas da União Velocipédica em 1931, a Volta dos Campeões da Figueira da Foz em 1932; vitória na Taça dos Inválidos do Comércio, Volta a Portugal em miniatura com 6 etapas; vencedor da Lisboa – Cascais – Lisboa; vencedor da prova Alcanena – Alcobaça e grande prémio da Vila Moreira; dezasseis vitórias em provas de pista, nomeadamente, campeonato regional “horas à americana”; critério internacional, provas de velocidade pura e de perseguição, duas vitórias sobre Rolos…
Estas foram algumas das suas vitórias individuais, muitas foram também as vitórias colectivas do Benfica das quais fizeram parte, dezasseis triunfos, formando equipa com José Maria Nicolau e Carlos Domingos Leal.
Gil Moreira após abandonar o ciclismo como atleta encontrou novas formas de servir o ciclismo: como jornalista e dirigente.
Como jornalista acompanhou a Volta à França em bicicleta no ano de 1946, especialmente convidado pelo jornal L’Equipe, sendo assim o primeiro jornalista a ter honra de acompanhar a Volta a França, tendo feito reportagens para: Mundo Desportivo e Diário de Notícias, e de camisola ainda como jornalista a sua presença na Volta a Espanha, e na Volta a Itália realizando reportagens para Mundo Desportivo, Diário de Notícias, Diário de Lisboa e Diário Popular.
Deve-se ainda, à iniciativa de Gil Mreira a ida do primeiro ciclista Português (Alves Barbosa) à Volta à França em 1953. Como técnico deu treinos às equipas de ciclismo do Moscavide e do Águias de Alpiarça.
Foi por seu alvitre que se construiu a pista de ciclismo de Alpiarça que ainda hoje existe.
Director técnico da equipa da “Iluminante”, primeira equipa profissional existente em Portugal.
Autor do livro “ABC do Ciclismo” publicado em 1964 visando a aprendizagem da modalidade. EM 1980 é editada a obra de Gil Moreira “A História do Ciclismo Português”.
Após este relato é necessário acrescentar as palavras do jornalista Carlos Pinhão em 1987:
“ Era um senhor, tomou a peito o ciclismo, estudou-o e fez dessa paixão o seu modo de vida, estabeleceu-se com uma empresa de bicicletas e foi técnico de ciclismo, seleccionador nacional, dirigente, organizador, jornalista, foi tudo o que se poderia ter sido no nosso ciclismo.”
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço II
De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
(acima: aspectos da sala, vendo-se, na Mesa, 1ª foto, Maria João Silva, Timóteo de Matos e Nelson Lopes)



segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O Nosso Balanço
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS
Convidado a intervir no nosso colóquio, não hesitou. E fê-lo com brilhantismo, como sempre. Publicamos, de seguida, devidamente autorizados, a sua intervenção e daqui lhe enviamos “aquele abraço”.
VAMOS RESSUSCITAR
O “PORTO – LISBOA”!...
EM DUAS ETAPAS
Alcobaça assistiu durante décadas à passagem da caravana do “Porto – Lisboa” e uma das edições, a de 1982, teve aqui o seu termo devido a um protesto da população por o clube local de futebol ter sido impedido de subir de divisão.
Quando o “Porto – Lisboa” passava em frente do Convento, esse dia era, todos os anos, um dia de festa, que fazia parte das tradições desta terra, que deve a sua paixão pelo ciclismo ao saudoso Gil Moreira.
Mas desde há quatro anos que essa tradição se quebrou, deixando um vazio nos hábitos das gentes de Alcobaça, que mantiveram, contudo, o seu entusiasmo pelo ciclismo como se demonstra pelo dinamismo da actividade do clube local.
A clássica “Porto – Lisboa” morreu em 2004, depois de uma existência algo conturbada, mas com mais momentos felizes do que menos bons.
Nasceu em 1911, com a vitória de um estrangeiro, o francês Charles George, e deu o último suspiro com um português no pódio, o nosso contemporâneo Pedro Soeiro. Entre um e outro realizaram-se nada menos de 74 edições.
A sua história conheceu vário interregnos, uns devido a crises de natureza financeira, outros em consequência das guerras.
Realizadas as primeiras duas edições, em 1911 e 1912, as duas capitais do país só voltaram a ligar-se por esta popular manifestação desportiva seis anos depois, em 1918, com Joaquim Dias Mais, sucessor de Larangeira Guerra, a dra sequencia à primeira série de 35 vitórias de portugueses, interrompida em 1967 e 1968 pelos belgas Godefroot e Eric Leman.
O “Porto – Lisboa” esteve ausente nos anos de 1919 a 1921, 1923, 1929 a 1931, 1943 a 1948, 1950 e 1955, para a partir de 1956 prosseguir a sua existência até 2004, depois de dois anos antes ter experimentado, sem êxito, um figurino nada condizente com o espírito que levou à sua criação, transformado em prova por etapas e em estafetas.
Entre 1956 e 2001, o “Porto – Lisboa” conheceu a sua maior série de edições consecutivas, nada menos de 45, a que se juntam as de 2003 e 2004, pois a de 2002, pelo sistema em que foi disputado, não deverá considerar-se na lista da clássica de um dia, mas sim na lista da clássica de dois dias que vier a ser criada.
Além de Charles George (1911), de Godefroot (1967) e Eric Leman (1968), os outros vencedores estrangeiros foram o russo Oleg Logviin (1992), o brasileiro Cássio Freitas (1996), o búlgaro Atanas Petrov (1998) e os espanhóis Melchor Mauri (2000), que baixou o recorde para 7h 56m 27s, e Unai Yus, que apenas ficou a seis segundos daquela marca. Portanto, apenas oito estrangeiros inscreveram os seus nomes na lista dos vencedores do “Porto – Lisboa”.
Passando em revista essa lista, o destaque vai para Fernando Mendes que, com a camisola do Benfica, averbou três triunfos consecutivos nos anos de 1971, 72 e 73.
Também com três vitórias aparecem:
João Francisco (Campo de Ourique e Belenenses), em 1927, 28 e 33;
José Maria Nicolau (Benfica), em 1932, 34 e 35;
e Alexandre Rua (Coelima e FC Porto), em 1980, 82 e 84,
… a de 1982 com a particularidade, como já disse, da prova ter sido interrompida à passagem por Alcobaça.
O “Porto – Lisboa” foi, portanto, a maior clássica do ciclismo português, prova da qual se orgulham todos os amantes do ciclismo, ao longo de quase um século, que se completará daqui por três anos.
Bem se pode dizer que o “Porto – Lisboa” foi o precursor da Volta a Portugal, criada 16 anos mais tarde.
É certo que, no seu figurino original, o “Porto – Lisboa” não poderia continuar antes do mais pela sua quilometragem que ultrapassa em muito o que os regulamentos internacionais permitem.
No entanto, penso que seria possível mantê-la disputada em dois dias, com a possibilidade de se alterar o local intermédio com a chegada a uma localidade e a partida de outra, e quilometragem entre os 150 e os 170 Km.
É uma proposta que, certamente, não deixará de merecer a reflexão de quem de direito para corrigir um erro e fazer ressuscitar uma corrida que deve merecer o respeito e o carinho que é devido a tudo o que são símbolos de um passado da história desta modalidade desportiva.
GUITA JÚNIOR
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PS: É bom que se ponham os olhos no que, neste particular, se passa no estrangeiro, na longevidade de um “Paris – Roubaix” (261 km), criado em 1896,
num “Liége – Bastogne – Liége” (258,5 km), criado em 1892,
ou no Milão – Turim (199 km), que existe desde 1876,
para citar apenas três exemplos, da França, Bélgica e Itália.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Quem Passa Por Alcobaça...

Como amador de 2ª, foi campeão regional e nacional de rampa, campeão regional e nacional de perseguição por equipas em pista e campeão de perseguição em pista.
Como amador de 1ª foi campeão regional de fundo e campeão regional e nacional de contra-relógio por equipas.
Foi, ainda, como profissional, campeão regional e nacional de contra-relógio por equipas.
Participou em muitas provas ganhando algumas delas.
Na Volta a Portugal obteve o 5º lugar na geral em 1969 entre outras boas classificações.

Representou a Selecção Nacional nos Campeonatos do Mundo de Estrada Leicester (1970) e em Mendrizio.
Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
Quem Passa Por Alcobaça...

Na Volta a Portugal participou em diversas edições tendo ganho uma etapa em 1980 e obtido o 7º lugar na geral em 1982 e o 2º na Volta de 86 onde foi portador da Camisola Amarela.
Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
Quem Passa Por Alcobaça...

Ganhou diversas provas tendo tido excelentes desempenhos em Grandes Prémios e outras provas de regularidade.

Na Volta a Portugal ganhou 1 etapa em 1981 tendo obtido na classificação geral, de diversas Voltas 2 terceiros lugares, um sexto, um nono e 1 décimo.
Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Quem Passa Por Alcobaça...
Iniciou a sua carreira no ano de 1982 e terminou-a no ano de 1992.
Representou as equipas do Alfena, Rio Tinto, Soutense, Gulpilhares, Sicasal/Torreense, Ruquita Philips, Calbrita/Lousa e W52/Felgueiras/Quintanilha.
Foi vencedor de várias etapas e diversos grandes prémios.
Para além disso ganhou o Circuito Muralhas de Évora (1991) e o Circuito do Cartaxo (1989).
Foi ainda vencedor da Camisola Azul (Prémio da Montanha) no Grande Prémio Jornal de Notícias (1992), vencedor da Camisola Verde (Pontos) no Grande Prémio Costa Azul (1990) e vencedor da Camisola Rosa (Metas Volantes) na Volta ao Algarve (1990).
Para além do Porto-Lisboa, que venceu, (1989), obteve ainda um 2º lugar (1991) e um 6º (1990).
Ganhou o Porto - Lisboa em 1989, com a camisola do Sicasal/Torreense e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Quem Passa Por Alcobaça...

Iniciou a sua carreira no ano de 1955 e finalizou-a no ano de 1965.
Representou as equipas do F.C.Porto; Union Sportive Franco Belge.
Ganhou muitas provas em Portugal, tendo sido Campeão Nacional em várias classes.
Foi quarto classificado na Volta a Portugal.
Integrado na Selecção Nacional, participou em 2 Voltas a Marrocos.

Em França ganhou a 4ª Etapa no Ronde de Flandres e ganhou o Grand Prix Epernan e o Grand Prix Gretz S. Laing.
Ganhou o Porto - Lisboa em 1961, com a camisola do F. C. Porto e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
“O PORTO-LISBOA” - VENCEDORES
- Gil Moreira, “A História do Ciclismo Português” - Edição do Autor;
- UVP/FPC - Cem Anos de Ciclismo – Edição da UVP/FBC.
Se não conseguir encontrar estes livros pode comprá-los na nossa FEIRA DO LIVRO, que decorrerá conjuntamente com a Exposição “Reminiscências do Ciclismo”, na Sala das Conclusões do Mosteiro de Alcobaça.
Se quer mesmo ficar a saber tudo sobre a História do Porto-Lisboa, então o melhor que tem a fazer é ir ao Colóquio/Debate, que terá lugar no dia 1 de Novembro às 16 horas na Sala dos Monges do Mosteiro de Alcobaça, com um elenco de luxo na Mesa:
Moderador: Macário Correia.
Oradores:
Mário Lino - O Primeiro Porto-Lisboa;
Guita Júnior - História do Porto-Lisboa;
Leonel Miranda - histórias e episódios do Porto-Lisboa no seu tempo;
Joaquim Gomes - histórias e episódios do Porto-Lisboa no seu tempo.
Ah!, não pode mesmo ir, nem ao colóquio nem à exposição?! então sempre lhe vou deixar aqui um rápido apontamento para o ajudar:
Ano - Vencedor - País - Clube
1911 - Charles George - França - Louletano
1912 - Laranjeira Guerra - Portugal - Sporting
1913 - Joaquim Dias Maia - Portugal - Progresso
1923 - José Conceição - Portugal - Bombarralense
1924 - José Conceição - Portugal - Bombarralense
1925 - Aníbal Carreto - Portugal - Conimbricense
1926 - Aníbal Carreto - Portugal - Conimbricense
1927 - João Francisco - Portugal - Campo de Ourique
1928 - João Francisco - Portugal - Campo de Ourique
1932 - José Maria Nicolau - Portugal - Benfica
1933 - João Francisco - Portugal - Belenenses
1934 - José Maria Nicolau - Portugal - Benfica
1935 - José Maria Nicolau - Portugal - Benfica
1936 - Alfredo Trindade - Portugal - Sporting
1937 - João Brás - Portugal - Campo de Ourique
1938 - Filipe de Melo - Portugal - Sporting
1939 - Ildefonso Rodrigues - Portugal - Sporting
1940 - Alfredo Oliveira - Portugal - Benfica
1941 - Francisco Inácio - Portugal - Sportimg
1942 - Eduardo Lopes - Portugal - Iluminante
1949 - Fernando Moreira - Portugal - F.C.Porto
1951 - Amândio Cardoso - Portugal - F.C.Porto
1952 - Luciano Sá - Portugal - F.C.Porto
1954 - Américo Raposo - Portugal - Sporting
1956 - Fernando Henrique Silva - Portugal - Sangalhos
1957 - Sousa Santos - Portugal - F.C.Porto
1958 - Carlos Carvalho - Portugal - F.C.Porto
1959 - Mário Sá - Portugal - F.C.Porto
1960 - Pedro Polainas - Portugal - Sporting
1961 - Azevedo Maia - Portugal - F.C.Porto
1962 - Antonino Batista - Portugal - Sangalhos
1963 - João Roque - Portugal - Sporting
1964 - Alcino Rodrigo - Portugal - Benfica
1965 - José Pacheco - Portugal - F.C.Porto
1966 - Joaquim Leão - Portugal - F.C.Porto
1967 - Walter Godefroot - Bélgica - Flandria
1968 - Eric Leman - Bélgica - Flandria
1969 - Emiliano Dionísio - Portugal - Sporting
1970 - Joaquim Leite - Portugal - F.C.Porto
1971 - Fernando Mendes - Portugal - Benfica
1972 - Fernando Mendes - Portugal - Benfica
1973 - Fernando Mendes - Portugal - Benfica
1974 - Leonel Miranda - Portugal - Sporting
1975 - Fernando Vieira - Portugal - Benfica
1976 - Venceslau Fernandes - Portugal - Sangalhos
1977 - Flávio Henriques - Portugal - Sangalhos
1978 - José Luís Pacheco - Portugal - Lusotex
1979 - Manuel Gonçalves - Portugal - Campinense – Loulé
1980 - Alexandre Rua - Portugal - Coelima
1981 - José Amaro - Portugal - F.C.Porto
1982 - Alexandre Rua - Portugal - Lousa – Trinaranjus *
1983 - Marco Chagas - Portugal - Mako Jeans
1984 - Alexandre Rua - Portugal - F.C.Porto
1985 - Vítor Rodrigues - Portugal - Bombarralense
1986 - Carlos Santos - Portugal - Lousa
1987 - Américo Silva - Portugal - Sporting
1988 - José Xavier - Portugal - Louletano
1989 - Fernando Valente - Portugal - Sicasal – Torreense
1990 - Joaquim Andrade - Portugal - Sicasal – Torreense
1991 - Paulo Pinto - Portugal - Sicasal – Campocarne
1992 - Oleg Lokvin - Russia - Feirense
1993 - Rui Bela - Portugal - W 52 Quintanilha
1994 - Paulo Ferreira - Portugal - Sicasal – Acral
1995 - Jorge Henriques - Portugal - Bom Petisco – Tavira
1996 - Cássio Freitas - Brasil - Recer – Boavista
1997 - Cândido Barbosa - Portugal - Maia – Cin
1998 - Atanas Petrov - Bulgária - Gresco – Tavira
1999 - Quintino Rodrigues - Portugal - Benfica
2000 - Melchor Mauri - Espanha - Benfica
2001 - Unai Yus - Espanha - Cantanhede – M.Marialva
2003 - Pedro Soeiro - Portugal - Carvalhelhos – Boavista
2004 - Pedro Soeiro - Portugal - Carvalhelhos – Boavista
OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS
As razões que levaram os alcobacenses a impedir a continuação da prova ficam pois aqui expressas:
OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS
Aí vai pois, de novo, o texto, com um abraço ao Dr. Rui Rasquilho.
Reminiscências
Em cada ano, no domingo aprazado, saía de casa a correr e ficava a aguardá-los na Praça Afonso Henriques sob a sombra dos plátanos.
Do grupo veloz, guardo na memória a profusão de cores e um ruído único, uma revoada de correntes e pedais atravessando o ar.
Os homens curvados olhavam em frente e empurrados pelas palmas da multidão, curvavam para o Rossio como se fossem um corpo único.
À tarde era a minha vez de rolar na bicicleta verde, sem aplausos, mas com um merecido copo de água, bebido ao balcão do Baú.
Quem Passa Por Alcobaça...

Iniciou a sua carreira no ano de 1996, mantendo-se ainda em actividade.
Representou as equipas do W52 Paredes-Móvel; Maia-Cin; Banesto; L.A. Alumínios / Pecol; Bombarral; Liberty Seguros e S.L. Benfica.
Ganhou praticamente todas as provas que em Portugal havia para ganhar, faltando-lhe a Volta a Portugal, onde, no entanto, ganhou já 21 Etapas e foi muitas vezes portador da Camisola Amarela, tendo obtido dois segundos lugares na Geral. Ultrapassou as 100 Vitórias na carreira, sendo que obteve várias em Espanha.

No início era considerado um “Sprinter”, característica que mantém, sendo hoje também um dos melhores ciclistas portugueses, quer na Montanha, quer no Contra-Relógio.
Foi também Campeão Nacional, quer em Contra-Relógio, quer em Estrada.
De destacar que em 1996 foi Campeão Europeu de Esperanças.
Ganhou o Porto - Lisboa em 1997, com a camisola do Maia/Cin e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
Quem Passa Por Alcobaça...

Iniciou a sua carreira no ano de 1968 e finalizou-a no ano de 1980.
Representou as equipas do Grupo Desportivo Fogueira; Ambar; Safina; Sangalhos e Coimbrões.
Foi um corredor que obteve vitórias muito significativas na sua carreira:
Campeão Nacional de Pista (Perseguição) em 1972 e Campeão Nacional por Equipas, também em 1972.
Entre outros venceu o Grande Prémio “Duas Rodas” (actual Abimota).
Na Volta a Portugal, ganhou etapas em Loulé (1976), Mondim de Basto (1976), Penhas da Saúde isolado com cerca de 6 minutos de avanço sobre o 2º (1977) e Mealhada (1977).
Ganhou o Porto - Lisboa em 1977, com a camisola do Sangalhos e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Quem Passa Por Alcobaça...

Iniciou a sua carreira no ano de 1975 e finalizou-a no ano de 1990.
Representou as equipas do S.C.Pinheiro de Loures; S.L.Benfica; Lousa-Trinaranjus; Tavira; F.C.Porto; Sporting C.P.; Lousa-Akai; Sicasal; Louletano/Vale do Lobo; Carnide e Salgueiros.
Um dos bons “sprinters” da sua geração, ganhou muitas etapas em Grandes Prémios e na Volta a Portugal.
Foi Vice-Campeão Nacional de Ciclo-Cross (1977), Campeão Nacional por Equipas (F.C.Porto) e Campeão Nacional Individual de Ciclo-Cross (1983) e de Fundo (1984). Ganhou a Volta a Gaia (1985).
Em 1980, integrado na Selecção Nacional, foi vencedor do Grande Prémio Internacional de Caracas.

Na Volta a Portugal, foi vencedor, 3 vezes, da Classificação por Pontos (1983-1985-1986) e vencedor por 3 vezes da Classificação de Metas Volantes (1982-1983-1986).
Ganhou o Porto - Lisboa em 1986, com a camisola do Lousa e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
Quem Passa Por Alcobaça...

Iniciou a carreira no ano de 1974, tendo-se retirado em 1990 e durante estes anos representou o Coimbrões, Sangalhos, F.C. Porto, Isuzu, Olhanense Bombarral, Sporting, Sicasal e Orima/Cantanhede.
O irmão do meio de três excelentes ciclistas: Venceslau, António e José (este prematuramente falecido). “Defendia-se” bem quer na montanha, quer a rolar ou até como “sprinter”.
Ganhou várias corridas, entre as quais várias etapas em Grandes Prémios e na Volta a Portugal.
Foi vencedor do Prémio da Montanha na Volta a Portugal em 1982 e, em 1976 obteve o 2º lugar na classificação geral individual.
Venceu, em 1986 a clássica da Charneca e, em 1980 obteve um honroso 3º lugar na 7ª etapa de um dos mais famosos Critérios de França: o Dauphiné Libere.
Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
Quem Passa Por Alcobaça...

Iniciou a sua carreira no ano de 1989.
Representou as equipas do Sicasal; Feirense; Boavista; Maia; Gondomar; Cantanhede; Tavira; Riberalves/Alcobaça e Fercase/Paredes.
Ganhou imensas provas, salientando-se os seguintes resultados, na sua longa carreira: Vitória na Volta ao Algarve, Volta às Termas de S. M. Feira (2 vezes), Grande Prémio Lacticoop, Volta aos Sete da Marinha Grande (2 vezes), Grande Prémio Abimota, Clássica Primavera, Volta ao Alentejo, Grande Prémio da Estremadura e Grande Prémio de Gondomar.
Internacionalmente, entre outras provas, participou na Volta ao Luxemburgo (13º), Volta à França do Futuro (27º), Tour Poitou Charentes (1º).
Na Volta a Portugal do Futuro de 1993, classificou-se em 2º lugar.
Participou em 20 edições da Volta a Portugal, tendo ganho várias etapas e obtido duas classificações finais, nos 10 primeiros: 10º lugar (1994) e 7º lugar (1995).
Foi Campeão Nacional de Pista (Perseguição Individual) em 1990 e 1991, Campeão Nacional de Contra-Relógio em 2002 e 2003, e Campeão Nacional de Fundo em 2005 ao serviço do Alcobaça Clube de Ciclismo.
Ganhou o Porto - Lisboa em 1990, com a camisola do Sicasal/Torreense e será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!
Ele deu muito ao Ciclismo

Estudioso da História de Portugal e do Desporto, tem vindo a publicar algumas obras de que se destacam: “Figuras e Factos da História do Desporto Caldense”, “O Cine-Teatro Pinheiro Chagas e o Salão Ibéria – duas Memórias das Caldas”, “Louriçal – Imagens da Freguesia”, “José Tanganho na Volta a Portugal”, “2006 – O Ano de Alves Barbosa”(Opúsculo) e “De Pombal à Redinha – Na Rota do Mito Napoleónico”.
No ano de 2006, em colaboração com a Câmara Municipal de Pombal, comissariou a Recriação Histórica “O Combate da Redinha”.
Foi o criador e mantém-se como responsável do Museu do Ciclismo nas Caldas da Rainha tendo, ao longo dos anos, organizado diversas exposições em que o ciclismo é o tema.
É sobretudo conhecido pelo Caldas-Badajoz que envolve, há muitos anos, uma organização complexa com muitas centenas de ciclistas num passeio inesquecível.
Dos inúmeros galardões recebidos, contam-se entre outros:
- Medalha de Mérito Desportivo da Câmara Municipal de Caldas da Rainha;
- Medalha de Ouro da Cidade, atribuída pelo Município Caldense em 1999.
Em 2004, por unanimidade do Pleno do Ex.mo Ayuntamiento da Vila Espanhola de La Albuera, foi-lhe atribuído o título de “Filho Adoptivo” daquela Vila Histórica do País vizinho.
Por tudo o que tem feito pelo ciclismo, é, muito justamente, um dos nosssos homenageados no próximo dia 1 de Novembro.
sábado, 25 de outubro de 2008
Quem Passa Por Alcobaça...

Ao longo desta carreira conquistou 66 vitórias, 40 segundo lugares e 36 terceiros em países como a Bélgica, Espanha, França, Luxemburgo, Portugal e Itália.
Foi vencedor de etapas ou provas no “Dauphiné Liberé”, no “Porto – Lisboa”, na “Volta à Andaluzia”, na Ronde van Vlaanderen, no “Paris – Nice” ou na “Volta a Espanha”.
Foi campeão belga por equipas e individual.
Ganhou o Porto - Lisboa em 1968, com a camisola do Flândria será um dos nossos homenageados.
Por isso...
Não passa sem cá voltar!