O texto que hoje publicamos foi-nos enviado pelo Presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa do Ciclismo, Eng. Macário Correia.Destaques
- Programa da II Semana do Ciclismo
- 2º Passeio de Cicloturismo
- Preâmbulo
- O Porto-Lisboa de 1982 e o Abraço Entre o Futebol e o Ciclismo
- O Porto-Lisboa de 1982 e Alcobaça
- Texto de Alves Barbosa sobre o Porto-Lisboa
- Texto de José Alberto Vasco sobre o Porto-Lisboa
- Texto do Doutor José Magalhães Castela Sobre o Porto-Lisboa
- Texto do Doutor Rui Rasquilho sobre o Porto-Lisboa
- Intervenção de Guita Júnior no Colóquio
- Vencedores do Porto-Lisboa
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS
O texto que hoje publicamos foi-nos enviado pelo Presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa do Ciclismo, Eng. Macário Correia.terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço V
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço IV
Decorreu na 4ª feira, 29 de Outubro. A organização temia uma participação menor já que, por circunstâncias diferentes, quer Ana Maria Nicolau, quer José Trindade, filhos, respectivamente, de José Maria Nicolau e de Alfredo Trindade, não puderam estar presentes.
Mas correu exactamente ao contrário. Após breve introdução, feita pelo coordenador da Organização, Timóteo de Matos, resumindo a actividade desportiva dos dois ciclistas, entrou-se num debate vivo sobre o fair-play no desporto e ainda sobre o ciclismo em Portugal, até à actualidade.
Fernando Vieira, antigo ciclista e treinador do Benfica, teve também duas ou três intervenções onde explicou a diferença entre o ciclismo antigo e o actual.
Encerrou-se a sessão havendo muito mais a acrescentar já que, com o avançar da noite, se foi entrando no preâmbulo do tema da Tertúlia seguinte, o ciclismo em Alcobaça.
Seguem-se algumas fotografias para que todos possamos relembrar esta Tertúlia:
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço III
O Nosso Balanço
3 – As Tertúlias: Abílio Gil Moreira
Teve lugar em 28 de Outubro e contou com a presença do filho Arq.º Carlos Alberto Gil Moreira, a quem agradecemos.
Foi uma noite de grandes recordações, aqui e ali vivida também com alguma emoção.
Numa primeira intervenção Gil Moreira falou do pai e relembrou o Homem que muitos conhecemos, pessoa inteligente, sensível, organizada. E vieram à baila as capacidades que o notabilizaram no ciclismo, onde foi praticante de grande nível, representando o Benfica, clube no qual ombreou com José Maria Nicolau e outros de grande valia.
Mais tarde foi tudo no ciclismo: jornalista, treinador, estudioso, fabricante e comerciante.
A sala foi-se entusiasmando a pouco e pouco e, à medida que Gil Moreira ia exibindo recordações (livros, apontamentos, dedicatórias, objectos) cada uma dos presentes reviveu a imagem daquele que foi uma das maiores figuras do ciclismo português.
Fechando com chave de ouro, o anfitrião, Dr. Jorge Pereira de Sampaio, fez a proposta de que fosse atribuído o nome de Abílio Gil Moreira a uma das ruas de Alcobaça o que mereceu a aprovação de todos os presentes e vai ser levado às instâncias competentes.
Segue-se uma pequena resenha para relembrar quem foi o Abílio Gil Moreira e algumas fotografias para recordarmos a Tertúlia:
Abílio Gil Moreira nasceu a 13 de Junho de 1907, sendo, portanto, um ano mais velho que os seus colegas e rivais, os conhecidos Nicolau e Trindade, com quem conviveu.
Desde pequeno conviveu com muitos dos pioneiros do Ciclismo em Portugal o que foi decisivo no seu bem conhecido amor pela modalidade.
Aos 17 anos já estava a competir em provas oficiais e mais tarde, durante longos anos, a descrever e a criticar a modalidade em jornais e revistas diversas.
Concluímos este apontamento com um texto extraído, com a devida vénia, do livro “A História do Sport Lisboa e Benfica em Duas Rodas”, de onde são também extraídos a caricatura e a fotografia que apoia o texto.
Foi um dos corredores de melhor preparação técnica, em várias épocas, a começar por 1931, em que conquistou e ajudou a conquistar numerosos triunfos:
Vencedor das provas clássicas da União Velocipédica em 1931, a Volta dos Campeões da Figueira da Foz em 1932; vitória na Taça dos Inválidos do Comércio, Volta a Portugal em miniatura com 6 etapas; vencedor da Lisboa – Cascais – Lisboa; vencedor da prova Alcanena – Alcobaça e grande prémio da Vila Moreira; dezasseis vitórias em provas de pista, nomeadamente, campeonato regional “horas à americana”; critério internacional, provas de velocidade pura e de perseguição, duas vitórias sobre Rolos…
Estas foram algumas das suas vitórias individuais, muitas foram também as vitórias colectivas do Benfica das quais fizeram parte, dezasseis triunfos, formando equipa com José Maria Nicolau e Carlos Domingos Leal.
Gil Moreira após abandonar o ciclismo como atleta encontrou novas formas de servir o ciclismo: como jornalista e dirigente.
Como jornalista acompanhou a Volta à França em bicicleta no ano de 1946, especialmente convidado pelo jornal L’Equipe, sendo assim o primeiro jornalista a ter honra de acompanhar a Volta a França, tendo feito reportagens para: Mundo Desportivo e Diário de Notícias, e de camisola ainda como jornalista a sua presença na Volta a Espanha, e na Volta a Itália realizando reportagens para Mundo Desportivo, Diário de Notícias, Diário de Lisboa e Diário Popular.
Deve-se ainda, à iniciativa de Gil Mreira a ida do primeiro ciclista Português (Alves Barbosa) à Volta à França em 1953. Como técnico deu treinos às equipas de ciclismo do Moscavide e do Águias de Alpiarça.
Foi por seu alvitre que se construiu a pista de ciclismo de Alpiarça que ainda hoje existe.
Director técnico da equipa da “Iluminante”, primeira equipa profissional existente em Portugal.
Autor do livro “ABC do Ciclismo” publicado em 1964 visando a aprendizagem da modalidade. EM 1980 é editada a obra de Gil Moreira “A História do Ciclismo Português”.
Após este relato é necessário acrescentar as palavras do jornalista Carlos Pinhão em 1987:
“ Era um senhor, tomou a peito o ciclismo, estudou-o e fez dessa paixão o seu modo de vida, estabeleceu-se com uma empresa de bicicletas e foi técnico de ciclismo, seleccionador nacional, dirigente, organizador, jornalista, foi tudo o que se poderia ter sido no nosso ciclismo.”
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
O Nosso Balanço II
| De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
| De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
| De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
| De Portugal - 50 Anos de Ciclismo |
(acima: aspectos da sala, vendo-se, na Mesa, 1ª foto, Maria João Silva, Timóteo de Matos e Nelson Lopes)


Porto, a população consagrou Ribeiro da Silva e Agostinho Ferreira, recebendo-os apoteoticamente. Em 1957, o Académico consegue vencer a “Volta” colectivamente, tendo Ribeiro da Silva ganho a Volta e o Prémio da Montanha. Ribeiro da Silva estabelece novo recorde da Volta, que teve a duração de dezoito dias.segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O Nosso Balanço
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS
Convidado a intervir no nosso colóquio, não hesitou. E fê-lo com brilhantismo, como sempre. Publicamos, de seguida, devidamente autorizados, a sua intervenção e daqui lhe enviamos “aquele abraço”.
VAMOS RESSUSCITAR
O “PORTO – LISBOA”!...
EM DUAS ETAPAS
Alcobaça assistiu durante décadas à passagem da caravana do “Porto – Lisboa” e uma das edições, a de 1982, teve aqui o seu termo devido a um protesto da população por o clube local de futebol ter sido impedido de subir de divisão.
Quando o “Porto – Lisboa” passava em frente do Convento, esse dia era, todos os anos, um dia de festa, que fazia parte das tradições desta terra, que deve a sua paixão pelo ciclismo ao saudoso Gil Moreira.
Mas desde há quatro anos que essa tradição se quebrou, deixando um vazio nos hábitos das gentes de Alcobaça, que mantiveram, contudo, o seu entusiasmo pelo ciclismo como se demonstra pelo dinamismo da actividade do clube local.
A clássica “Porto – Lisboa” morreu em 2004, depois de uma existência algo conturbada, mas com mais momentos felizes do que menos bons.
Nasceu em 1911, com a vitória de um estrangeiro, o francês Charles George, e deu o último suspiro com um português no pódio, o nosso contemporâneo Pedro Soeiro. Entre um e outro realizaram-se nada menos de 74 edições.
A sua história conheceu vário interregnos, uns devido a crises de natureza financeira, outros em consequência das guerras.
Realizadas as primeiras duas edições, em 1911 e 1912, as duas capitais do país só voltaram a ligar-se por esta popular manifestação desportiva seis anos depois, em 1918, com Joaquim Dias Mais, sucessor de Larangeira Guerra, a dra sequencia à primeira série de 35 vitórias de portugueses, interrompida em 1967 e 1968 pelos belgas Godefroot e Eric Leman.
O “Porto – Lisboa” esteve ausente nos anos de 1919 a 1921, 1923, 1929 a 1931, 1943 a 1948, 1950 e 1955, para a partir de 1956 prosseguir a sua existência até 2004, depois de dois anos antes ter experimentado, sem êxito, um figurino nada condizente com o espírito que levou à sua criação, transformado em prova por etapas e em estafetas.
Entre 1956 e 2001, o “Porto – Lisboa” conheceu a sua maior série de edições consecutivas, nada menos de 45, a que se juntam as de 2003 e 2004, pois a de 2002, pelo sistema em que foi disputado, não deverá considerar-se na lista da clássica de um dia, mas sim na lista da clássica de dois dias que vier a ser criada.
Além de Charles George (1911), de Godefroot (1967) e Eric Leman (1968), os outros vencedores estrangeiros foram o russo Oleg Logviin (1992), o brasileiro Cássio Freitas (1996), o búlgaro Atanas Petrov (1998) e os espanhóis Melchor Mauri (2000), que baixou o recorde para 7h 56m 27s, e Unai Yus, que apenas ficou a seis segundos daquela marca. Portanto, apenas oito estrangeiros inscreveram os seus nomes na lista dos vencedores do “Porto – Lisboa”.
Passando em revista essa lista, o destaque vai para Fernando Mendes que, com a camisola do Benfica, averbou três triunfos consecutivos nos anos de 1971, 72 e 73.
Também com três vitórias aparecem:
João Francisco (Campo de Ourique e Belenenses), em 1927, 28 e 33;
José Maria Nicolau (Benfica), em 1932, 34 e 35;
e Alexandre Rua (Coelima e FC Porto), em 1980, 82 e 84,
… a de 1982 com a particularidade, como já disse, da prova ter sido interrompida à passagem por Alcobaça.
O “Porto – Lisboa” foi, portanto, a maior clássica do ciclismo português, prova da qual se orgulham todos os amantes do ciclismo, ao longo de quase um século, que se completará daqui por três anos.
Bem se pode dizer que o “Porto – Lisboa” foi o precursor da Volta a Portugal, criada 16 anos mais tarde.
É certo que, no seu figurino original, o “Porto – Lisboa” não poderia continuar antes do mais pela sua quilometragem que ultrapassa em muito o que os regulamentos internacionais permitem.
No entanto, penso que seria possível mantê-la disputada em dois dias, com a possibilidade de se alterar o local intermédio com a chegada a uma localidade e a partida de outra, e quilometragem entre os 150 e os 170 Km.
É uma proposta que, certamente, não deixará de merecer a reflexão de quem de direito para corrigir um erro e fazer ressuscitar uma corrida que deve merecer o respeito e o carinho que é devido a tudo o que são símbolos de um passado da história desta modalidade desportiva.
GUITA JÚNIOR
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PS: É bom que se ponham os olhos no que, neste particular, se passa no estrangeiro, na longevidade de um “Paris – Roubaix” (261 km), criado em 1896,
num “Liége – Bastogne – Liége” (258,5 km), criado em 1892,
ou no Milão – Turim (199 km), que existe desde 1876,
para citar apenas três exemplos, da França, Bélgica e Itália.



