sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

JOSÉ LUÍS PACHECO

Iniciou a actividade em 1967, tendo abandonado em 1978.
Como amador de 2ª, foi campeão regional e nacional de rampa, campeão regional e nacional de perseguição por equipas em pista e campeão de perseguição em pista.
Como amador de 1ª foi campeão regional de fundo e campeão regional e nacional de contra-relógio por equipas.
Foi, ainda, como profissional, campeão regional e nacional de contra-relógio por equipas.
Participou em muitas provas ganhando algumas delas.
Na Volta a Portugal obteve o 5º lugar na geral em 1969 entre outras boas classificações.
Representou a Selecção Nacional nos Campeonatos do Mundo de Estrada Leicester (1970) e em Mendrizio.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

BENEDITO FERREIRA

Foi um ciclista de muita garra o que fazia que tentasse muitas fugas e ganhasse algumas corridas na sua longa carreira que decorreu nos anos 70 e 80.
Na Volta a Portugal participou em diversas edições tendo ganho uma etapa em 1980 e obtido o 7º lugar na geral em 1982 e o 2º na Volta de 86 onde foi portador da Camisola Amarela.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

FERNANDO FERNANDES

Ciclista de rendimento muito regular, representou as principais equipas nos anos 80.
Ganhou diversas provas tendo tido excelentes desempenhos em Grandes Prémios e outras provas de regularidade.
Na Volta a Portugal ganhou 1 etapa em 1981 tendo obtido na classificação geral, de diversas Voltas 2 terceiros lugares, um sexto, um nono e 1 décimo.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

FERNANDO VALENTE

Fernando Manuel Gonçalves Valente nasceu em 14/08/1965, na freguesia de Miragaia, concelho de Porto.
Iniciou a sua carreira no ano de 1982 e terminou-a no ano de 1992.
Representou as equipas do Alfena, Rio Tinto, Soutense, Gulpilhares, Sicasal/Torreense, Ruquita Philips, Calbrita/Lousa e W52/Felgueiras/Quintanilha.
Foi vencedor de várias etapas e diversos grandes prémios.
Para além disso ganhou o Circuito Muralhas de Évora (1991) e o Circuito do Cartaxo (1989).
Foi ainda vencedor da Camisola Azul (Prémio da Montanha) no Grande Prémio Jornal de Notícias (1992), vencedor da Camisola Verde (Pontos) no Grande Prémio Costa Azul (1990) e vencedor da Camisola Rosa (Metas Volantes) na Volta ao Algarve (1990).
Para além do Porto-Lisboa, que venceu, (1989), obteve ainda um 2º lugar (1991) e um 6º (1990).

Ganhou o Porto - Lisboa em 1989, com a camisola do Sicasal/Torreense e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

AZEVEDO MAIA

Alfredo Azevedo Maia nasceu em 30/12/1937, na freguesia de Vilar do Pinheiro, concelho de Vila do Conde.
Iniciou a sua carreira no ano de 1955 e finalizou-a no ano de 1965.
Representou as equipas do F.C.Porto; Union Sportive Franco Belge.
Ganhou muitas provas em Portugal, tendo sido Campeão Nacional em várias classes.
Foi quarto classificado na Volta a Portugal.
Integrado na Selecção Nacional, participou em 2 Voltas a Marrocos.
Em França ganhou a 4ª Etapa no Ronde de Flandres e ganhou o Grand Prix Epernan e o Grand Prix Gretz S. Laing.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1961, com a camisola do F. C. Porto e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

“O PORTO-LISBOA” - VENCEDORES

A história do Porto-Lisboa é muito longa e não vamos contá-la agora aqui. Não há tempo, nem o espaço é aconselhável. Para quem quiser conhecer um pouco mais desta clássica do ciclismo nacional aconselha-se a consulta da seguinte bibliografia:
- Gil Moreira, “A História do Ciclismo Português” - Edição do Autor;
- UVP/FPC - Cem Anos de Ciclismo – Edição da UVP/FBC.
Se não conseguir encontrar estes livros pode comprá-los na nossa FEIRA DO LIVRO, que decorrerá conjuntamente com a Exposição “Reminiscências do Ciclismo”, na Sala das Conclusões do Mosteiro de Alcobaça.
Se quer mesmo ficar a saber tudo sobre a História do Porto-Lisboa, então o melhor que tem a fazer é ir ao Colóquio/Debate, que terá lugar no dia 1 de Novembro às 16 horas na Sala dos Monges do Mosteiro de Alcobaça, com um elenco de luxo na Mesa:
Moderador: Macário Correia.
Oradores:
Mário Lino - O Primeiro Porto-Lisboa;
Guita Júnior - História do Porto-Lisboa;
Leonel Miranda - histórias e episódios do Porto-Lisboa no seu tempo;
Joaquim Gomes - histórias e episódios do Porto-Lisboa no seu tempo.

Ah!, não pode mesmo ir, nem ao colóquio nem à exposição?! então sempre lhe vou deixar aqui um rápido apontamento para o ajudar:

Vencedores da Clássica Porto-Lisboa:

Ano - Vencedor - País - Clube

1911 - Charles George - França - Louletano
1912 - Laranjeira Guerra - Portugal - Sporting
1913 - Joaquim Dias Maia - Portugal - Progresso
1923 - José Conceição - Portugal - Bombarralense
1924 - José Conceição - Portugal - Bombarralense
1925 - Aníbal Carreto - Portugal - Conimbricense
1926 - Aníbal Carreto - Portugal - Conimbricense
1927 - João Francisco - Portugal - Campo de Ourique
1928 - João Francisco - Portugal - Campo de Ourique
1932 - José Maria Nicolau - Portugal - Benfica
1933 - João Francisco - Portugal - Belenenses
1934 - José Maria Nicolau - Portugal - Benfica
1935 - José Maria Nicolau - Portugal - Benfica
1936 - Alfredo Trindade - Portugal - Sporting
1937 - João Brás - Portugal - Campo de Ourique
1938 - Filipe de Melo - Portugal - Sporting
1939 - Ildefonso Rodrigues - Portugal - Sporting
1940 - Alfredo Oliveira - Portugal - Benfica
1941 - Francisco Inácio - Portugal - Sportimg
1942 - Eduardo Lopes - Portugal - Iluminante
1949 - Fernando Moreira - Portugal - F.C.Porto
1951 - Amândio Cardoso - Portugal - F.C.Porto
1952 - Luciano Sá - Portugal - F.C.Porto
1953 - Luciano Sá - Portugal - F.C.Porto
1954 - Américo Raposo - Portugal - Sporting
1956 - Fernando Henrique Silva - Portugal - Sangalhos
1957 - Sousa Santos - Portugal - F.C.Porto
1958 - Carlos Carvalho - Portugal - F.C.Porto
1959 - Mário Sá - Portugal - F.C.Porto
1960 - Pedro Polainas - Portugal - Sporting
1961 - Azevedo Maia - Portugal - F.C.Porto
1962 - Antonino Batista - Portugal - Sangalhos
1963 - João Roque - Portugal - Sporting
1964 - Alcino Rodrigo - Portugal - Benfica
1965 - José Pacheco - Portugal - F.C.Porto
1966 - Joaquim Leão - Portugal - F.C.Porto
1967 - Walter Godefroot - Bélgica - Flandria
1968 - Eric Leman - Bélgica - Flandria
1969 - Emiliano Dionísio - Portugal - Sporting
1970 - Joaquim Leite - Portugal - F.C.Porto
1971 - Fernando Mendes - Portugal - Benfica
1972 - Fernando Mendes - Portugal - Benfica
1973 - Fernando Mendes - Portugal - Benfica
1974 - Leonel Miranda - Portugal - Sporting
1975 - Fernando Vieira - Portugal - Benfica
1976 - Venceslau Fernandes - Portugal - Sangalhos
1977 - Flávio Henriques - Portugal - Sangalhos
1978 - José Luís Pacheco - Portugal - Lusotex
1979 - Manuel Gonçalves - Portugal - Campinense – Loulé
1980 - Alexandre Rua - Portugal - Coelima
1981 - José Amaro - Portugal - F.C.Porto
1982 - Alexandre Rua - Portugal - Lousa – Trinaranjus *
1983 - Marco Chagas - Portugal - Mako Jeans
1984 - Alexandre Rua - Portugal - F.C.Porto
1985 - Vítor Rodrigues - Portugal - Bombarralense
1986 - Carlos Santos - Portugal - Lousa
1987 - Américo Silva - Portugal - Sporting
1988 - José Xavier - Portugal - Louletano
1989 - Fernando Valente - Portugal - Sicasal – Torreense
1990 - Joaquim Andrade - Portugal - Sicasal – Torreense
1991 - Paulo Pinto - Portugal - Sicasal – Campocarne
1992 - Oleg Lokvin - Russia - Feirense
1993 - Rui Bela - Portugal - W 52 Quintanilha
1994 - Paulo Ferreira - Portugal - Sicasal – Acral
1995 - Jorge Henriques - Portugal - Bom Petisco – Tavira
1996 - Cássio Freitas - Brasil - Recer – Boavista
1997 - Cândido Barbosa - Portugal - Maia – Cin
1998 - Atanas Petrov - Bulgária - Gresco – Tavira
1999 - Quintino Rodrigues - Portugal - Benfica
2000 - Melchor Mauri - Espanha - Benfica
2001 - Unai Yus - Espanha - Cantanhede – M.Marialva
2003 - Pedro Soeiro - Portugal - Carvalhelhos – Boavista
2004 - Pedro Soeiro - Portugal - Carvalhelhos – Boavista
* O "Porto - Lisboa" de 1982 foi interrompido em Alcobaça, tendo sido considerado vencedor o primeiro classificado no sector "Porto - Coimbra".

OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS

A propósito da festa “PORTUGAL – 50 ANOS DE CICLISMO” de 2006, escreveu o meu amigo José Alberto Vasco no seu blog http://nasfaldasdaserra.blogspot.com o texto que aqui me autorizou, agora, a reproduzir e que se refere mais pormenorizadamente à paragem forçada do “Porto-Lisboa” em Alcobaça, no dia 10 de Junho de 1982.
As razões que levaram os alcobacenses a impedir a continuação da prova ficam pois aqui expressas:


O DIA EM QUE ALCOBAÇA TRANSFORMOU O PORTO-LISBOA EM PORTO-ALCOBAÇA!
Em plena II Semana do Ciclismo, em Alcobaça, lembrámo-nos de aqui recordar uma nossa postagem de 30 de Outubro de 2006, lembrando o dia 10 de Junho de 1982, data em que a população de Alcobaça interrompeu, em pleno Rossio a prova ciclística Porto-Lisboa. Essa foi uma época desportiva muito confusa em Alcobaça, dado que o Ginásio havia então conseguido, pela primeira e única vez na sua História, subir à então I Divisão do Campeonato Nacional de Futebol. A subida tinha sido conseguida, dentro das quatro linhas, alcançando a pontuação para esse efeito necessário na Zona Cento do Campeonato Nacional da II Divisão, tendo os últimos pontos para esse efeito necessário sido conseguidos em Maio daquele ano, num renhido jogo disputado contra o Beira-Mar, no Estádio Municipal de Alcobaça. O único problema então criado, e o caso não era para menos, era o de essa subida do Ginásio à I Divisão implicar directa e inapelavelmente o impedimento (desportivo) de o Clube Académico de Coimbra (então descendente directo da histórica Académica) conseguir também essa proeza. Numa época em que a falta de seriedade desportiva campeava já nos campeonatos portugueses de futebol, o Conselho Técnico da Federação Portuguesa de Futebol e o próprio Académico tudo fizeram então para que a situação se modificasse. Para isso bastaria que se repetisse um jogo anteriormente empatado pelos conimbricenses, que ganhando esse jogo ultrapassariam o Ginásio no 1º lugar do campeonato, impedindo a subida que desportivamente conquistara.
O caso era grave e os alcobacenses não estiveram então com meias medidas, tratando então de tentar fazer ver os seus pontos de vista a todo o país e evitar a todo o custo a tramóia que então contra si preparavam, sendo curioso e oportuno referir que o faziam apoiados pelo então Presidente da Câmara, Rui Coelho, e por muitas outras importantes personalidades locais. Alcobaça acabou nesse ano por vencer também fora das quatro linhas e conseguir evitar que fosse decidida a repetição do tal jogo cujo resultado (se favorável ao Académico) impediria a sua subida directa à I Divisão. De entre todas as acções então empreendidas por um enorme grupo de alcobacenses a mais marcante e mediática desenrolou-se a 10 de Junho de 1982, feriado nacional, data em que se verificava mais uma edição da quase mítica prova velocipédica Porto-Lisboa, cuja passagem por Alcobaça constituia um dos seus pontos mais relevantes e populares. Nesse mesmo dia, realizou-se em pleno Rossio uma espécie de Assembleia Geral Extraordinária do Ginásio e de Alcobaça, na qual se destacaram muitos discursos de inflamada resistência pelos direitos desportivos dos alcobacenses. Naquela que terá sido a mais concorrida assembleia de sempre em Alcobaça acabou por ser decidido, por aclamação, que nesse dia o Porto-Lisboa se transformaria em Porto-Alcobaça e que aquela apreciada competição velocipédia seria pura e simplesmente interrompida (de vez!) no Rossio de Alcobaça. Assim se decidiu e assim (logo) se fez, tendo-se então começado a barricar estradas e passeios do centro da cidade com o que havia à mão e principalmente com alguns milhares de indignados alcobacenses! O resto da história já se sabe e ainda se recorda, e não haveria mais jogos nem alteração da classificação do Campeonato Nacional da II Divisão dessa época. Confirmou-se assim a subida do Ginásio à I Divisão, onde permaneceu apenas uma época, e se é verdade que esse feito do Ginásio acabou por não apresentar grandes resultados futuros, também é verdade que dessa vez ninguém conseguiu fazer os alcobacense passarem por parvos!
É claro que quem pagou as favas de tudo aquilo foram os ciclistas e essa edição do Porto-Lisboa, que ali morreu por uma boa causa, renascendo no ano seguinte, para gáudio de todos os que nesta terra e neste país se deliciam com o ciclismo e os seus heróis!