sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

JORGE HENRIQUES

Jorge Daniel Cabral Santos Henriques, nasceu a 06/02/1969, na freguesia de Valega, concelho de Ovar.
Iniciou a sua carreira em 1984 e finalizou-a no ano de 1997.
Representou as Equipas do Ovarense, Travanca, C.C. Viguês- (Vigo), Alguera/Camponauto, Orima/Cantanhede,
W-52/Quintanilha, Bom Petisco/Tavira e Tróiamarisco.
Ganhou etapas em muitas provas, nomeadamente na Volta ao Redondo, na Volta a Portugal do Futuro (1990 e 1992), nos Grandes Prémios Correio da Manhã e Costa Azul, na Volta ao Algarve, na Volta às Termas de Stª Maria da Feira, na Volta ao Alentejo (2) e na Volta a Portugal (1993).
Foi vencedor da Volta a Viana do Castelo, Volta a Guimarães e X Troféu Ciclista “Clube Vitória”, tendo ainda ganho 9 circuitos.
Foi 1º classificado no Prémio da Montanha e Prémio Combinado da Volta a Ponte de Sor (1988) e ainda Campeão Nacional de Pista (perseguição individual) em 1988, tendo ainda triunfado no Circuito de Lalin.
Terminada a carreira, foi Vice-Presidente da Associação Nacional de Ciclistas Profissionais e Director Desportivo da Ovarense.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1995, com a camisola do Bom Petisco/Tavira e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

PAULO FERREIRA

Paulo Jorge de Moura Ferreira nasceu em 03/09/1970, na freguesia de S. Cosme, concelho de Gondomar.
Iniciou a sua carreira no ano de 1986 (Amador) e 1991 (Profissional) finalizando-a no ano de 2005.
Representou as equipas do C.C.Gondomar; Tensai; Sicasal; Maia; S.L. Benfica; Cantanhede; Paredes e Loulé.
Ainda como Amador foi Campeão Nacional de Estrada e vencedor do Grande Prémio Descobrimentos.
Já como profissional, ganhou inúmeras provas de que se destacam a Volta do Futuro (1994), o Grande Prémio Jornal de Notícias, o Grande Prémio de Gondomar, o Grande Prémio Sport Notícias (2 vezes) e a Volta a Trás-os-Montes e diversos Circuitos, como o da Benedita em 1999.
Registou ainda muitas vitórias em Etapas de Grandes Prémios.
No primeiro ano de participação na Volta a Portugal (1992), obteve o 5º lugar que seria a sua melhor classificação nesta prova.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1994, com a camisola do Sicasal/Acral e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

AMÉRICO RAPOSO

Américo Raposo nasceu em 19/12/1932, na freguesia de Lageosa do Dão, concelho de Tondela.
Iniciou a sua carreira no ano de 1948 e finalizou-a no ano de 1960.
Representou a equipa do Sporting Clube de Portugal.
“Sprinter” temível, um dos melhores de sempre em Portugal, era quase imbatível em pista. Era filho de um ciclista (Joaquim Raposo) e irmão de outros três praticantes da modalidade.
Vestiu a Amarela na Volta a Portugal, onde ganhou várias etapas, mas ficou especialmente conhecido pelos seus 28 títulos de Campeão de Velocidade e de Fundo.
Participou na Campeonato do Mundo em 1951, em Milão e defrontou na sua carreira, vedetas como: Anquetil, Bobet, Bahamontes, Kubler e Poblet, entre outros.
Após terminar a carreira de ciclista, foi treinador do Sporting, altura em que “descobriu” João Roque e teve bastante sucesso.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1954, com a camisola do Sporting e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Ele deu muito ao ciclismo

Carlos Barreiros – Duas Rodas

Carlos Alberto Barreiros, nasceu na freguesia dos Anjos, cidade e Concelho de Lisboa em 25 de Dezembro de 1940.
Esteve ao longo de muitos anos ligado a diversos jornais, como colaborador. Em 1986 convidou uma série de amigos e, com eles, fundou o semanário “Duas Rodas” que, saindo à quarta-feira, noticiava as provas anteriores e anunciava as seguintes.
O jornal “duas Rodas” que prestou um excelente serviço ao ciclismo, foi crescendo e acabou por passar a revista semanal com 84 páginas e suplemento de ciclismo com 16 páginas a cor. Doze anos durou o “sonho” e o jornal que veio a acabar devido às habituais dificuldades financeiras destes projectos.
Mas o Carlos Barreiros não iria parar e lançou então o Anuário de Ciclismo, o “Duas Rodas” que todos conhecem. E em boa hora o fez.
Mas provavelmente poucos se terão, até hoje, apercebido do enorme serviço que esta revista presta ao ciclismo, já que tudo lá fica registado, do BTT às Provas de Estrada, do Clube mais pequeno ao mais equipado, das escolas às elites. Um registo verdadeiramente enciclopédico. Há onze anos que é editado o anuário “Duas Rodas” e sempre com grande sucesso.
E todos nós nos habituámos já a encontrar por todo o lado o nosso querido amigo Carlos Barreiros e a esposa Elisabete Valido, ambos de máquina sempre pronta para o registo fotográfico.
Carlos Barreiros será um dos homenageados no próximo dia 1 de Novembro em Alcobaça. Homenagem mais justa não há: é minha, é do A.C.C., é de todo o ciclismo nacional.
Obrigado, Carlos Barreiros!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O PORTO-LISBOA E O ABRAÇO ENTRE O FUTEBOL E O CICLISMO

Como mais detalhadamente se referiu e se referirá, em textos deste Blog, em 10 de Junho de 1982, o Porto-Lisboa terminou em Alcobaça.
O Ginásio de Alcobaça sentiu-se prejudicado pela (in)justiça da Federação Portuguesa de Futebol e o povo, aos milhares, saiu à rua e, frente ao Mosteiro, não deixou seguir a Prova.
O Ginásio acabou mesmo por subir à 1ª divisão e, passados todos estes anos, o episódio estava quase esquecido. Iremos agora recordá-lo na Festa “PORTUGAL – 50 ANOS DE CICLISMO” e numa tertúlia a realizar no dia 31 de Outubro.
As ofensas estão mais ou menos esquecidas embora, em conversa recente um dos ciclistas participantes nos tivesse referido que tinha sido prejudicado porque os cerca de 6 minutas de avanço que trazia em fuga lhe poderiam perfeitamente ter permitido uma vitória na Prova e um outro confessasse que quando passa por Alcobaça sempre pensa: “estes gajos fizeram-me parar injustamente e eu não tinha nada a ver com o problema deles”.
É pois esta Festa a oportunidade para dar um grande abraço entre o ciclismo e o futebol. E é o que vamos fazer. Ciclistas (e dos bons!) é o que não vai faltar no dia da Festa. Por isso era necessário juntar-lhe os homens do futebol. Achamos pois que estando presentes os melhores ciclistas seria bom que estivessem também presentes os ases do futebol.
E não fizemos a coisa por menos: convidamos e vão estar presentes três dos heróis do Campeonato do Mundo de 1966. Desses três “Magriços”, um representa o Porto (Festa - F.C. Porto) e os outros dois representam Lisboa (José Carlos - Sporting e Cruz – Benfica). Como esse Porto-Lisboa terminou em … Alcobaça, haveria que juntar um quarto “Magriço” que representasse Alcobaça. E cá estará ele no dia: trata-se do Lourenço (Sporting), que é natural de Alcobaça e representou o Ginásio (o nosso Moura), tendo até sido o primeiro jogador português de um clube de terceira divisão a integrar a Selecção Nacional (na altura a de Juniores que tão boa figura fez no Europeu de 1962).
Foi também convidado para estar presente o actual Presidente do Ginásio Clube de Alcobaça, Manuel Delgado. Presentes estarão também, vários outros intervenientes, de um ou de outro modo, no episódio como, por exemplo o então Presidente da Câmara Joaquim Rui Coelho que, de resto é hoje, membro activo da Comissão Coordenadora desta homenagem.
Para aguçar o apetite deixamos quatro fotografias. Mas para ver as restantes, o melhor é ir mesmo visitar a nossa exposição (Reminiscências do Ciclismo), que estará patente na Sala das Conclusões do Mosteiro de Alcobaça, a partir de 25 de Outubro.
Já agora inscreva-se também no jantar do dia 1 de Novembro (30 €, por pessoa) e vai ver que vai gostar: duma assentada mata saudades dos “grandes” do Futebol e do Ciclismo.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

ELIAS CAMPOS

Elias da Silva Campos, nasceu em 07/07/1958, na freguesia de S. Teotónio, concelho de Odemira.
Iniciou a carreira no ano de 1974, tendo-a terminado no ano de 1983.
Representou as equipas do Lousa/Trinaranjus e Tavira/Sylber, tendo sido, em 1981, Campeão Regional de Rampa e Campeão Nacional de Pista, Velocidade e Perseguição.
Ganhou várias corridas, nomeadamente os circuitos de Cartaxo e Alfeizerão e etapas no Grande Prémio de Torres Vedras e na Volta ao Alentejo.
Na Volta a Portugal de 1980 foi o vencedor da Camisola Rosa (metas volantes).

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

EDUARDO CORREIA

Eduardo Manuel Resende Correia, nasceu em 21/02/1961, na Freguesia de Travanca, concelho de Santa Maria da Feira.
Iniciou a carreira no ano de 1980 e terminou-a no ano de 1993.
Representou diversas equipas, como, Travanca, Sangalhos, Futebol Clube do Porto, MaKo-Jeans, Sporting C.P., Torriense/Sicasal, Louletano/Vale de Loubo, Avibom. Lousa, Sicasal/Acral e Feirense/Ruquita.
Foi um dos bons ciclistas do seu tempo e um excelente contra-relogista . Ganhou muitas corridas, tendo sido vencedor dos Grandes Prémios do Jornal de Noticias, do Comercio do Porto, da costa Azul e ainda da Volta ao Algarve.
Participou na Volta a França em 1984 e na Volta a Espanha em 1988.
Na Volta a Portugal foi um dos habituais candidatos à vitória, tendo obtido um 2º lugar em 1985.
Após terminada a carreira de ciclista passou a assumir funções de massagista, de 1994 a 2000 no Boavista e de 2000 a 2008 na equipa hoje denominada Liberty Seguros.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

SOUSA SANTOS (PAI)

Joaquim Sousa Santos nasceu a 02/09/1930 na freguesia de São João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira. É pai de um outro ciclista com o mesmo nome.
Foi um ciclista temível nos anos 50. Na Volta a Portugal, obteve um 2º em 1957 (20ª Volta a Portugal) e um 7º em 1959 (22ª Volta).
Na 21ª Volta ganhou a 11ª etapa Lisboa – Torres Vedras. Embora nunca tenha ganho qualquer Volta, foi um dos mais queridos ciclistas do F.C. Porto, nessa época.


Ganhou o Porto - Lisboa em 1957, com a camisola do F.C. Porto e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

ARMINDO TEREBENTINO

Armindo Manuel Estradas Terebentino nasceu em 14/03/1971, na freguesia e concelho de Alpiarça.
Iniciou a sua carreira em 1976 nas escolas do Alpiarça, carreira que concluiu em 1986 no Olhanense, tendo ainda representado as seguintes equipas: Labrujeira, Belas, Nutrigado/Alcobaça, Campinense, Vigaminho, Coelima, Tavira e Bombarralense.
Em Escolas e Juniores foi Campeão Nacional de Fundo em 1977 e 1979 e Campeão Nacional de Pista, Velocidade e Perseguição. Já como Sénior foi Vice-Campeão Nacional em 1980.
Ganhou várias etapas em Grandes Prémios, como Volta ao Minho e Prémio Abimota e Na Volta a Portugal. Obteve o 3º lugar no Porto/Lisboa de 1983, tendo sido o Vencedor do Prémio Rota do Sol em 1980.
Após abandonar como atleta foi ainda mecânico, durante dois anos no Olhanense e no C.C. Loulé, tendo-se afastado definitivamente por motivos profissionais.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

BERNARDO SOUSA

Bernardo Rocha de Sousa nasceu em 21/03/1961, na freguesia e concelho de Penafiel.
Iniciou a carreira no ano de 1973 e terminou-a no ano de 1989.
Representou as equipas do Paredes, Vilanovense, Rodovil/Isuzu, Vigaminho, Coimbrões, Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães, Garcia Joalheiros e Cantanhede.
Foi Campeão Nacional de Pista e Velocidade, individualmente e por equipas. Em 1980 foi Campeão Nacional de Seniores B. Obteve cerca de 50 vitórias ao longo da carreira, tendo participado em 9 Voltas a Portugal.
Participou em 1981 na Volta a França do Futuro, ,onde obteve o 33º lugar.
Foi medalha de ouro na crono-escalada de Morzine, tendo ainda participado na Volta à África do Sul em 1984, onde obteve o 18º lugar.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

sábado, 18 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

PEDRO SOEIRO

Pedro Miguel Miranda Soeiro, nasceu em 11/09/1975, na freguesia e concelho de Matosinhos,
Iniciou a carreira em 1996, tendo representado o Boavista, Barbot, Riberalves/Alcobaça e C.C. de Loulé.
Um dos bons “sprinters” do seu tempo, ganhou muitas corridas e especialmente etapas e circuitos, destacando-se primeiros lugares em etapas na Volta ao Alentejo, no Grande Prémio Abimota, na Volta a Trás-os-Montes e Alto Douro, do Grande Prémio Cantanhede e no Grande Prémio Barbot. Venceu ainda o Circuito da Malveira, a Clássica de Vila Franca de Xira, o Troféu Millennium, o Grande Prémio Abimota e a Clássica Cidade de Fafe.
Foi Campeão Nacional de Estrada em 2003, tendo ganho o Porto-Lisboa em 2003 e 2004.
A nível Internacional correu inúmeras Provas sobretudo em Espanha e França, destacando-se uma vitória no Grande Prémio Área Metropolitana de Vigo e duas vitórias de etapas na Volta ao Estado de São Paulo, onde foi portador da camisola amarela.


Ganhou o Porto - Lisboa em 2003 e 2004, com a camisola do Carvalhelhos/Boavista e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

VITOR RODRIGUES

Vítor Paulo Gomes Rodrigues nasceu em 03/09/1964, na cidade da Beira, em Moçambique.
Iniciou a sua carreira em Março de 1976, tendo-a terminado em 1989. Ao longo desse tempo representou, sucessivamente, as seguintes equipas: Rodaplana, Manique, Venda do Pinheiro, Bombarralense, Lousa, Sporting C.P., Louletano e Olhanense.
Foi Campeão Nacional de Pista e venceu o Porto-Lisboa em 1985, com a camisola do Bombarralense.
Venceu várias etapas em Prémios Nacionais, tendo sido portador e vencedor de diversas camisolas também de Prémios Nacionais.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1985, com a camisola do Bombarralense e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

RAUL TEREBENTINO

Raul Fernando Estradas Terebentino, nasceu em 20/04/1959, na freguesia e concelho de Alpiarça.
Iniciou a sua carreira no ano de 1978 e terminou-a no ano de 1987.
Representou as equipas do Verdelho (Santarém), Belas (Sintra), Campinense (Loulé), Coimbrões (V.N.Gaia ), Coelima (Guimarães) e Olhanense.
Foi em 1979 Vice-Campeão Regional de Estrada e ainda Vice-Campeão Nacional de Pista (perseguição) e Rampa.
Ao longo da carreira obteve diversas vitórias, nomeadamente nos circuitos de Azenhas do Mar e Sabugo e em etapas dos Grandes Prémios Jornal de Noticias e do Comercio do Porto, tendo ainda sido vencedor do Prémio da Montana no Prémio Abimota.
Na Volta a Portugal de 1987 obteve o 13º lugar, tendo no entanto portador da “Camisola Amarela”, durante 6 etapas.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

ALFREDO GOUVEIA

Alfredo José Veloso Gouveia, nasceu em 29/03/1954, na freguesia de Oliveira, concelho de Mesão-Frio.
Iniciou a carreira no ano de 1972, tendo-se retirado em 1987 e durante estes anos representou o Sporting C. P., Costa do Sol Aguais de Alpiarça, Coelima, Coimbrões, Louletano e Salgueiros.
Ganhou muitas provas, das quais se destacam o Prémio Laranjina C em 1974, O Prémio Internacional de Setúbal em 1979 e o Grande Prémio JN de 1981, tendo ainda um 4º lugar na Volta a Portugal em representação do Coimbrões.
Em 1974, na classe de Juniores, foi Campeão Regional de Pista, Campeão Regional de Rampa e Campeão Nacional de Pista. Como sénior foi, em 1976 Campeão Regional de Rampa e Vice-Campeão Nacional de Rampa e ainda Campeão Regional de Rampa e de Pista em 1977.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS

O texto que se segue foi-nos enviado por Alves Barbosa que, por ser figura pública, dispensa quaisquer apresentações. Enviou-o, respondendo ao nosso pedido, com a gentileza, pontualidade e rigor que o caracterizam.
Há algum tempo, em cavaqueira amena, tínhamos-lhe dito que o tema da Festa ia ser “O Porto-Lisboa – a única prova que o Alves Barbosa nunca ganhou!”. Sorriu e – homem inteligente – compreendeu o elogio implícito...
E aqui vai, escrita pelo próprio, a explicação de nunca ter ganho o “Porto-Lisboa”, para que conste e todos saibam. E vai também um grande abraço para esse excelente amigo que é o Alves Barbosa.



“O PORTO – LISBOA”

A Prova que nunca ganhei…

Com efeito, durante a dúzia de anos que levei, correndo de bicicleta nunca consegui triunfar na segunda prova de maior impacto no Calendário ciclista português, depois da VOLTA A PORTUGAL!
Apesar da minha ambição de poder acrescentar ao meu Palmarés de êxitos uma vitória no Porto – Lisboa, que razões estiveram por detrás desse insucesso?... Do meu ponto de vista, isso aconteceu na sequência dum conjunto de parâmetros a que, aleatoriamente me irei referir:
O primeiro tem a ver com o facto de, durante o período em que fui corredor, apenas ter podido participar em quatro realizações do PORTO – LISBOA e isso por duas razões: um impedimento militar e a intermitência da minha presença em Portugal, nessa época. Com efeito, nas datas em que era disputado, cá, o PORTO – LISBOA, estive eu, em quatro VOLTAS A FRANÇA.
Depois aconteceu que eu, realmente, não sabia correr o PORTO – LISBOA, com os seus 360 Km. e as suas 8 / 10 horas de duração!... Na verdade, e no meu caso, (quando candidato à vitória), tinha que, individualmente, controlar as competições em que participava, da partida à chegada – tarefa que oscilava entre uma / duas horas e, muitas vezes, quatro / cinco horas.
Então o que é que acontecia, quando se tratava do PORTO – LISBOA?
Analisando o que se passou, eu alienava o, pormenor relativo às 8 / 10 horas de duração, mais os correspondentes 360 Km. a pedalar, do que resultava que, quem se comprometia em controlar a corrida para a ganhar, esgotava a “gasolina”, muito antes de chegar à meta!… Isso aconteceu-me, pelo menos duas vezes. Numa delas fiquei na zona do Ramalhal, (Torres Vedras) e a outra foi na subida de Vila Franca do Rosário. De cada uma dessas vezes, em que me faltou o “carburante”, caí num ritmo que nem sequer era o de cicloturista… Para mais lento, evidentemente.
No meu primeiro PORTO – LISBOA, quando cheguei ao fundo da Calçada da Carriche as minhas pernas, plenas de câimbras, não conseguiram responder ao ataque aí desferido pelo portista, Luciano Moreia de Sá, que foi conquistar a vitória na pista do Estádio de Alvalade.

Nas oportunidades, que tive de correr o PORTO – LISBOA, para além do que atrás ficou mencionado, sucederam algumas Estórias que de facto têm cabimento no texto presente.
Uma delas passou-se no PORTO – LISBOA em que fiquei na subida de Vila Franca do Rosário. Essa corrida, foi das mais espectaculares e desgastante da minha carreira. Fui obrigado a um esforço violentíssimo para anular uma fuga do rival, José Manuel Ribeiro da Silva, a qual durou de Coimbra a Leiria, (60 Km.)!... Só que Ribeiro da Silva, na passagem por Leiria, abandonou a prova, demonstrando que, para ele, o PORTO – LISBOA acabava ali, depois do desgaste a que já tinha obrigado o Alves Barbosa!... Foi assim que, nesse dia eu, fui acabar por ficar lá para os lados da SICASAL.
Na minha 3.ª participação no Porto / Lisboa, aquela em que eu me preparei, especialmente, contra tudo e contra todos, e me apresentei realmente, em condições de ganhar… surgiu o Imprevisto!... Ataquei, decisivamente, na subida da Carriche e conquistei um avanço de cerca de 200 / 300 metros em relação ao pelotão, trazendo comigo, dois outros corredores, (um deles o meu colega de equipa, António Maria). Era portanto uma situação que eu, ao sprint, esperava resolver com êxito… Só que ao chegar à zona de acesso à Pista de Alvalade, não havia qualquer sinalização, nem comissário de prova, que nos elucidasse, no caminho a seguir. Perante isso, raciocinei: «como andam em obras, no Estádio do Sporting, (facto que era do conhecimento público), certamente que a Chegada do Porto / Lisboa, será mais à frente, talvez no Campo Grande». E então prossegui o meu esforço seguido pelos dois corredores que me acompanhavam desde a ofensiva que lancei na subida da Carriche… Cem metros mais à frente, ainda e sempre na Alameda das Linhas de Torres, volto-me para observar a situação na retaguarda e, qual é o meu espanto e surpresa? O pelotão que circulava com os tais 200 / 300 metros de desvantagem, iniciava atrás, o acesso à Pista de Ciclismo do Alvalade!
E esta foi a minha Estória, nesse Porto / Lisboa, no qual cheguei ao fim, distanciado na vanguarda… Porém, a situação que aí encontrei, deu origem a que a vantagem de que dispunha, se transformou, no momento… em desvantagem!

O meu 4.º e último PORTO – LISBOA, aconteceu no ano em que eu, a treinar, sofri um queda de consequências graves, com fractura de crâneo, tendo ficado subjacente a perspectiva do meu fim como corredor de bicicleta. Contudo, felizmente consegui ”dar a volta por cima”, recuperei e voltei a correr, passados dois meses!
O Porto / Lisboa disputou-se pouco depois, tendo sido aquele que me foi mais fácil correr, situação que derivou, necessariamente, do estado psicológico com que enfrentei o evento, e me levou a encarar a tarefa como um não favorito, já que tinha justificações válidas relativamente ao meu baixo estado de forma e de saúde. Desta maneira o meu comportamento físico – técnico era de perfeita descontracção relativamente ao desenrolar da prova, ao contrário do que me acontecera nas edições anteriores. Foi assim que (praticamente em fim de carreira), consegui, à chegada à Pista de Alvalade, exibir uma imagem de descontracção que nada tinha a ver com a dum corredor que terminava uma prova de 360 quilómetros, conseguindo discutir, ao sprint, o 2.º lugar!
(O vencedor, foi Mário de Sá, que teve forças para manter a fuga que iniciara na Malveira).

OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS

Com a sua gentileza habitual, enviou-nos o Dr. José Magalhães Castela,a nosso pedido, o texto que abaixo reproduzimos, destinado ao nosso blog e que muito lhe agradecemos. Leia o texto e certamente ficará a saber mais sobre o Porto-Lisboa, já que, como é sabido, é o Dr. José Castela, um dos conhecedores do nosso ciclismo e um dos seus grandes divulgadores, de que os livros que escreveu sobre Alves Barbosa e Venceslau Fernandes, são a prova.




HOMENAGEM AOS CICLISTAS QUE PARTICIPARAM NO PORTO-LISBOA




( Por José Magalhães Castela )

Quero em primeiro lugar felicitar o Alcobaça Clube de Ciclismo, em particular a sua Comissão Coordenadora, pela realização da feliz iniciativa de homenagear os ciclistas vencedores do Porto-Lisboa, uma prova de muitas tradições, infelizmente desaparecida do calendário velocipédico português, e que se realizava num dia de especial significado para todos: No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Acedendo ao amável e gentil convite formulado pelo Alcobaça Clube de Ciclismo, no sentido de me associar à homenagem, nomeadamente através da produção do meu Testemunho, é com imenso prazer que aceito o repto, que para a mim, adepto do ciclismo de estrada, não deixa de constituir um desafio deveras agradável.



Nos últimos anos da década de setenta ou nos primeiros da década de oitenta, não posso precisar, e num momento de natural descontracção dos corredores, pouco tempo antes de ser dada a partida do Porto-Lisboa, ouvi uma voz no meio do enorme pelotão, que afirmava que … quem vencia o Porto-Lisboa nunca vencia a Volta a Portugal do mesmo ano … . Se tal circunstância se confirmava ao longo dos anos em que a prova se realizou, nunca a curiosidade me deu para indagar. E também é verdade que poucos anos depois, o Marco Chagas, nesse ano a correr na formação da Mako Jeans, desfez-me as dúvidas. Efectivamente, no ano de 1983, e entre outras provas, o Marco Chagas venceu o Porto-Lisboa e a Volta a Portugal, feito esse, e com os dados que agora possuo, já tinha sido conseguido por José Maria Nicolau do Sport Lisboa e Benfica, em 1934, por Francisco Inácio do Sporting Clube de Portugal, em 1941, e por João Roque, igualmente do clube de Alvalade, em 1963.

Estou convicto de que o Porto-Lisboa faz imensa falta no calendário velocipédico português. Para além de se constituir como uma prova de estrada de longa distância a ser feita num só único dia, julgo mesmo, que enquanto se realizou, foi mesmo considerada a mais longa prova de estrada de todo o calendário velocipédico a nível mundial. Para os corredores estou convicto de que não deixaria de constituir uma prova interessante, podendo mesmo serem desenvolvidos esforços com vista à presença de corredores de alto nível mundial.
Obviamente que se pode discutir o real interesse desportivo da prova, questionar a sua oportunidade no calendário velocipédico, duvidar do próprio piso da Estrada Nacional 1 ( que tanto se apresenta com um piso em tudo semelhante ao de uma auto-estrada, como o mesmo se apresenta em lamentável estado de degradação ), ou até mesmo constatar a impossibilidade da sua realização face à eventual ausência de entidades públicas ou privadas que se proponham a patrociná-la. É assunto que não discuto.
Verifica-se que países europeus de grandes tradições velocipédicas, tem as suas provas de estrada de longa distância. Provas, é certo, com características e traçados diversos, mas que não deixam de levar anualmente muitos milhares de adeptos da modalidade à beira das estradas e merecem mesmo a cobertura integral por parte das respectivas cadeias de televisão nacionais. Refiro-me por exemplo, ao Milão-S.Remo, ao Tour de Flandres, ao Gant-Wevelgem, ao Paris-Roubaix, à Amstel Gold Race, à Flèche Wallonne, ao Liège-Bastogne-Liège, à Clássica S.Sebastian, ao Paris-Tours ou ao Giro da Lombardia, só para referenciar as mais conhecidas.

Não queria no entanto concluir este meu Testemunho, sem referir uma prova, que ao contrário do Porto-Lisboa ( com 74 edições ), nunca teve a mesma expressão em termos de tradição e continuidade anual, mas nem por isso devemos deixar de referir neste acto de homenagem: O Lisboa- Porto.
O Lisboa-Porto foi uma prova que se disputou apenas por 13 vezes, de modo irregular, sendo a 1.ª edição realizada em 1934, com vitória de Ezequiel Lino do Sporting Clube de Portugal e a 13.ª edição realizada em 1988, com vitória do David Assunção do Boavista. Ao que consegui apurar, era uma prova que proporcionava médias mais lentas que a sua congénere feita ao contrário, ao que tudo indica, devido à constante presença de vento, tradicionalmente a soprar de Norte. Grandes nomes da modalidade inscreveram o Lisboa-Porto no seu palmarés, como Ezequiel Lino, Alberto Moreira, Alberto Silva, Francisco Valada, Pedro Moreira, Américo Silva, o italiano Luciano Armani e David Assunção. E Alfredo Trindade, Fernando Moreira, Emiliano Dionísio, Leonel Miranda e Carlos Santos, podem mesmo orgulhar-se de terem no seu palmarés, a vitória nas duas provas: No Porto-Lisboa e no Lisboa-Porto.

Para terminar, gostaria de referenciar, que se todos os corredores que participaram no Porto-Lisboa são dignos do nosso maior respeito e admiração, que me seja permitido no entanto, nomear quatro deles, que subiram ao pódium em Lisboa por três vezes, revelando-se especialistas neste tipo de provas: João Francisco ( 1927, 1928 e 1933 ), José Maria Nicolau ( 1932, 1934 e 1935 ), Fernando Mendes ( 1971, 1972 e 1973 ) e Alexandre Rua ( 1980, 1982 e 1984 ).

Nicolau e Trindade

- O Benfica-Sporting dos anos trinta

Se fossem vivos, tinham completado este ano um século de existência. Os dois protagonizaram duelos incríveis, nas não menos incríveis estradas portuguesas dos anos trinta.
José Maria Nicolau (foto à esquerda), a força da natureza que desgastava os adversários até os deixar para trás e ganhar as corridas. Alfredo Trindade (foto abaixo, do lado direito), um corpo franzino que era já um competidor à medida dos tempos modernos, geria o esforço e obtinha também muitas vitórias.
Era sobretudo na Volta a Portugal que traziam à rua milhares e milhares de adeptos que a pouco e pouco foram aumentando. E a rivalidade entre os dois foi-se, a pouco e pouco, transformando numa rivalidade entre os clubes que representavam: Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Portugal.
Ambos naturais do Cartaxo, souberam sempre manter uma amizade muito grande e um grande espírito de camaradagem que só em desporto como o ciclismo é possível ainda encontrar hoje, de quando em vez.
Mais tarde, curiosamente, ambos viriam a ser treinadores do Benfica e ambos com bons resultados.
No centenário do seu nascimento saudamos, pois, o desportivismo que sempre demonstraram e o enorme respeito que tinham um pelo outro.
E saudamos também a Casa do Benfica e o Núcleo Sportinguista do Cartaxo que, fazendo jus ao espírito de ambos, lhes vão promover uma merecida homenagem no próximo domingo 19 de Outubro.
Bem hajam, Leopoldo Neves e Ana Caria!
Que vivam o Benfica e o Sporting!

Quem Passa Por Alcobaça...

TITO TIMÓTEO

Tito Tiago Timóteo, nasceu em 29/07/1958, na freguesia de São Pedro, concelho de Óbidos.
Iniciou a carreira em 1973, tendo-a concluído no ano de 1981.
Durante a sua careira representou o Lousa, Bombarralense, Belas, Nutrigado/Alcobaça, Campinense, Sangalhos e Ovarense.
Logo no primeiro ano de Seniores B, na Nutrigado/Alcobaça, ganhou 23 das 26 Provas em que participou, ganhou várias etapas em Grandes Prémios, caso da Volta ao Minho e do Grande Prémio do Porto em que foi 2º classificado na Montanha. Foi 2º na Camisola Rosa na Volta a Portugal.
Terminou a carreira profissional aos 23 anos, tendo retomado a competição em Veteranos em 2002, ao serviço do Sporting C.P.. Em Veteranos foi Campeão Nacional. Campeão Europeu e 3º no Campeonato do Mundo.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

ABEL COELHO

Abel Simões Coelho nasceu em 02/01/1952, na freguesia de S. Sebastião, concelho de Setúbal.
Iniciou a carreira no ano de 1975 e terminou-a no ano de 1987.
Representou as equipas do Lousa, Tavira e Olhanense.
Obteve 8 vitórias como Júnior e 5 vitórias como Amador. Como ciclista do Lousa obteve ainda muitas vitórias na sua carreira sendo de destacar o triunfo no Prémio da Montanha no Grande Prémio Sumol e no Grande Prémio de Torres Vedras, onde também ganhou uma etapa. Em representação do Tavira ganhou 2 corridas e venceu a camisola rosa das Metas Volantes na Volta ao Algarve. No Olhanense obteve a vitória numa etapa da Volta ao Alentejo.
Correu várias Voltas a Portugal tendo obtido a vitória numa etapa em 1977.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

ALCINO RODRIGO

Alcino José Rodrigo, nasceu em 11/03/1940, na freguesia de Muxagata, concelho de Vila Nova de Foz Côa.
Iniciou a sua carreira em 1957, tendo-a terminado em 1964. Representou o Olimpique, Beaulieu, Velo Club Courbevoie, Peugeot e Benfica.
Nos primeiros 4 anos em França ganhou diversas Provas. Em 1962 torna-se profissional na Peugeot, correndo por exemplo, o Tour du Var, Tour de Belgique e o Paris-Roubaix.
Toma contacto com Alves Barbosa que o traz em 1963 para o Benfica. Neste ano tem algumas vitórias em Estrada e Pista sendo Campeão Nacional de Velocidade e 2º no Porto-Lisboa. Em 1964 participa na Volta à Andaluzia, é Campeão Nacional de Velocidade, ganha o Porto-Lisboa e vence uma etapa na Volta ao Estado de São Paulo, prova que ganhou por equipas.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1964, com a camisola do Benfica e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!