segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

ARMINDO TEREBENTINO

Armindo Manuel Estradas Terebentino nasceu em 14/03/1971, na freguesia e concelho de Alpiarça.
Iniciou a sua carreira em 1976 nas escolas do Alpiarça, carreira que concluiu em 1986 no Olhanense, tendo ainda representado as seguintes equipas: Labrujeira, Belas, Nutrigado/Alcobaça, Campinense, Vigaminho, Coelima, Tavira e Bombarralense.
Em Escolas e Juniores foi Campeão Nacional de Fundo em 1977 e 1979 e Campeão Nacional de Pista, Velocidade e Perseguição. Já como Sénior foi Vice-Campeão Nacional em 1980.
Ganhou várias etapas em Grandes Prémios, como Volta ao Minho e Prémio Abimota e Na Volta a Portugal. Obteve o 3º lugar no Porto/Lisboa de 1983, tendo sido o Vencedor do Prémio Rota do Sol em 1980.
Após abandonar como atleta foi ainda mecânico, durante dois anos no Olhanense e no C.C. Loulé, tendo-se afastado definitivamente por motivos profissionais.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

BERNARDO SOUSA

Bernardo Rocha de Sousa nasceu em 21/03/1961, na freguesia e concelho de Penafiel.
Iniciou a carreira no ano de 1973 e terminou-a no ano de 1989.
Representou as equipas do Paredes, Vilanovense, Rodovil/Isuzu, Vigaminho, Coimbrões, Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães, Garcia Joalheiros e Cantanhede.
Foi Campeão Nacional de Pista e Velocidade, individualmente e por equipas. Em 1980 foi Campeão Nacional de Seniores B. Obteve cerca de 50 vitórias ao longo da carreira, tendo participado em 9 Voltas a Portugal.
Participou em 1981 na Volta a França do Futuro, ,onde obteve o 33º lugar.
Foi medalha de ouro na crono-escalada de Morzine, tendo ainda participado na Volta à África do Sul em 1984, onde obteve o 18º lugar.


Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

sábado, 18 de outubro de 2008

Quem Passa Por Alcobaça...

PEDRO SOEIRO

Pedro Miguel Miranda Soeiro, nasceu em 11/09/1975, na freguesia e concelho de Matosinhos,
Iniciou a carreira em 1996, tendo representado o Boavista, Barbot, Riberalves/Alcobaça e C.C. de Loulé.
Um dos bons “sprinters” do seu tempo, ganhou muitas corridas e especialmente etapas e circuitos, destacando-se primeiros lugares em etapas na Volta ao Alentejo, no Grande Prémio Abimota, na Volta a Trás-os-Montes e Alto Douro, do Grande Prémio Cantanhede e no Grande Prémio Barbot. Venceu ainda o Circuito da Malveira, a Clássica de Vila Franca de Xira, o Troféu Millennium, o Grande Prémio Abimota e a Clássica Cidade de Fafe.
Foi Campeão Nacional de Estrada em 2003, tendo ganho o Porto-Lisboa em 2003 e 2004.
A nível Internacional correu inúmeras Provas sobretudo em Espanha e França, destacando-se uma vitória no Grande Prémio Área Metropolitana de Vigo e duas vitórias de etapas na Volta ao Estado de São Paulo, onde foi portador da camisola amarela.


Ganhou o Porto - Lisboa em 2003 e 2004, com a camisola do Carvalhelhos/Boavista e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

VITOR RODRIGUES

Vítor Paulo Gomes Rodrigues nasceu em 03/09/1964, na cidade da Beira, em Moçambique.
Iniciou a sua carreira em Março de 1976, tendo-a terminado em 1989. Ao longo desse tempo representou, sucessivamente, as seguintes equipas: Rodaplana, Manique, Venda do Pinheiro, Bombarralense, Lousa, Sporting C.P., Louletano e Olhanense.
Foi Campeão Nacional de Pista e venceu o Porto-Lisboa em 1985, com a camisola do Bombarralense.
Venceu várias etapas em Prémios Nacionais, tendo sido portador e vencedor de diversas camisolas também de Prémios Nacionais.

Ganhou o Porto - Lisboa em 1985, com a camisola do Bombarralense e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

RAUL TEREBENTINO

Raul Fernando Estradas Terebentino, nasceu em 20/04/1959, na freguesia e concelho de Alpiarça.
Iniciou a sua carreira no ano de 1978 e terminou-a no ano de 1987.
Representou as equipas do Verdelho (Santarém), Belas (Sintra), Campinense (Loulé), Coimbrões (V.N.Gaia ), Coelima (Guimarães) e Olhanense.
Foi em 1979 Vice-Campeão Regional de Estrada e ainda Vice-Campeão Nacional de Pista (perseguição) e Rampa.
Ao longo da carreira obteve diversas vitórias, nomeadamente nos circuitos de Azenhas do Mar e Sabugo e em etapas dos Grandes Prémios Jornal de Noticias e do Comercio do Porto, tendo ainda sido vencedor do Prémio da Montana no Prémio Abimota.
Na Volta a Portugal de 1987 obteve o 13º lugar, tendo no entanto portador da “Camisola Amarela”, durante 6 etapas.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

Quem Passa Por Alcobaça...

ALFREDO GOUVEIA

Alfredo José Veloso Gouveia, nasceu em 29/03/1954, na freguesia de Oliveira, concelho de Mesão-Frio.
Iniciou a carreira no ano de 1972, tendo-se retirado em 1987 e durante estes anos representou o Sporting C. P., Costa do Sol Aguais de Alpiarça, Coelima, Coimbrões, Louletano e Salgueiros.
Ganhou muitas provas, das quais se destacam o Prémio Laranjina C em 1974, O Prémio Internacional de Setúbal em 1979 e o Grande Prémio JN de 1981, tendo ainda um 4º lugar na Volta a Portugal em representação do Coimbrões.
Em 1974, na classe de Juniores, foi Campeão Regional de Pista, Campeão Regional de Rampa e Campeão Nacional de Pista. Como sénior foi, em 1976 Campeão Regional de Rampa e Vice-Campeão Nacional de Rampa e ainda Campeão Regional de Rampa e de Pista em 1977.

Foi um dos ciclistas forçados a parar, em Alcobaça, no Porto-Lisboa de 1982 e será um dos nossos homenageados.
Por isso...

Não passa sem cá voltar!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

OS TEXTOS DOS NOSSOS CONVIDADOS

O texto que se segue foi-nos enviado por Alves Barbosa que, por ser figura pública, dispensa quaisquer apresentações. Enviou-o, respondendo ao nosso pedido, com a gentileza, pontualidade e rigor que o caracterizam.
Há algum tempo, em cavaqueira amena, tínhamos-lhe dito que o tema da Festa ia ser “O Porto-Lisboa – a única prova que o Alves Barbosa nunca ganhou!”. Sorriu e – homem inteligente – compreendeu o elogio implícito...
E aqui vai, escrita pelo próprio, a explicação de nunca ter ganho o “Porto-Lisboa”, para que conste e todos saibam. E vai também um grande abraço para esse excelente amigo que é o Alves Barbosa.



“O PORTO – LISBOA”

A Prova que nunca ganhei…

Com efeito, durante a dúzia de anos que levei, correndo de bicicleta nunca consegui triunfar na segunda prova de maior impacto no Calendário ciclista português, depois da VOLTA A PORTUGAL!
Apesar da minha ambição de poder acrescentar ao meu Palmarés de êxitos uma vitória no Porto – Lisboa, que razões estiveram por detrás desse insucesso?... Do meu ponto de vista, isso aconteceu na sequência dum conjunto de parâmetros a que, aleatoriamente me irei referir:
O primeiro tem a ver com o facto de, durante o período em que fui corredor, apenas ter podido participar em quatro realizações do PORTO – LISBOA e isso por duas razões: um impedimento militar e a intermitência da minha presença em Portugal, nessa época. Com efeito, nas datas em que era disputado, cá, o PORTO – LISBOA, estive eu, em quatro VOLTAS A FRANÇA.
Depois aconteceu que eu, realmente, não sabia correr o PORTO – LISBOA, com os seus 360 Km. e as suas 8 / 10 horas de duração!... Na verdade, e no meu caso, (quando candidato à vitória), tinha que, individualmente, controlar as competições em que participava, da partida à chegada – tarefa que oscilava entre uma / duas horas e, muitas vezes, quatro / cinco horas.
Então o que é que acontecia, quando se tratava do PORTO – LISBOA?
Analisando o que se passou, eu alienava o, pormenor relativo às 8 / 10 horas de duração, mais os correspondentes 360 Km. a pedalar, do que resultava que, quem se comprometia em controlar a corrida para a ganhar, esgotava a “gasolina”, muito antes de chegar à meta!… Isso aconteceu-me, pelo menos duas vezes. Numa delas fiquei na zona do Ramalhal, (Torres Vedras) e a outra foi na subida de Vila Franca do Rosário. De cada uma dessas vezes, em que me faltou o “carburante”, caí num ritmo que nem sequer era o de cicloturista… Para mais lento, evidentemente.
No meu primeiro PORTO – LISBOA, quando cheguei ao fundo da Calçada da Carriche as minhas pernas, plenas de câimbras, não conseguiram responder ao ataque aí desferido pelo portista, Luciano Moreia de Sá, que foi conquistar a vitória na pista do Estádio de Alvalade.

Nas oportunidades, que tive de correr o PORTO – LISBOA, para além do que atrás ficou mencionado, sucederam algumas Estórias que de facto têm cabimento no texto presente.
Uma delas passou-se no PORTO – LISBOA em que fiquei na subida de Vila Franca do Rosário. Essa corrida, foi das mais espectaculares e desgastante da minha carreira. Fui obrigado a um esforço violentíssimo para anular uma fuga do rival, José Manuel Ribeiro da Silva, a qual durou de Coimbra a Leiria, (60 Km.)!... Só que Ribeiro da Silva, na passagem por Leiria, abandonou a prova, demonstrando que, para ele, o PORTO – LISBOA acabava ali, depois do desgaste a que já tinha obrigado o Alves Barbosa!... Foi assim que, nesse dia eu, fui acabar por ficar lá para os lados da SICASAL.
Na minha 3.ª participação no Porto / Lisboa, aquela em que eu me preparei, especialmente, contra tudo e contra todos, e me apresentei realmente, em condições de ganhar… surgiu o Imprevisto!... Ataquei, decisivamente, na subida da Carriche e conquistei um avanço de cerca de 200 / 300 metros em relação ao pelotão, trazendo comigo, dois outros corredores, (um deles o meu colega de equipa, António Maria). Era portanto uma situação que eu, ao sprint, esperava resolver com êxito… Só que ao chegar à zona de acesso à Pista de Alvalade, não havia qualquer sinalização, nem comissário de prova, que nos elucidasse, no caminho a seguir. Perante isso, raciocinei: «como andam em obras, no Estádio do Sporting, (facto que era do conhecimento público), certamente que a Chegada do Porto / Lisboa, será mais à frente, talvez no Campo Grande». E então prossegui o meu esforço seguido pelos dois corredores que me acompanhavam desde a ofensiva que lancei na subida da Carriche… Cem metros mais à frente, ainda e sempre na Alameda das Linhas de Torres, volto-me para observar a situação na retaguarda e, qual é o meu espanto e surpresa? O pelotão que circulava com os tais 200 / 300 metros de desvantagem, iniciava atrás, o acesso à Pista de Ciclismo do Alvalade!
E esta foi a minha Estória, nesse Porto / Lisboa, no qual cheguei ao fim, distanciado na vanguarda… Porém, a situação que aí encontrei, deu origem a que a vantagem de que dispunha, se transformou, no momento… em desvantagem!

O meu 4.º e último PORTO – LISBOA, aconteceu no ano em que eu, a treinar, sofri um queda de consequências graves, com fractura de crâneo, tendo ficado subjacente a perspectiva do meu fim como corredor de bicicleta. Contudo, felizmente consegui ”dar a volta por cima”, recuperei e voltei a correr, passados dois meses!
O Porto / Lisboa disputou-se pouco depois, tendo sido aquele que me foi mais fácil correr, situação que derivou, necessariamente, do estado psicológico com que enfrentei o evento, e me levou a encarar a tarefa como um não favorito, já que tinha justificações válidas relativamente ao meu baixo estado de forma e de saúde. Desta maneira o meu comportamento físico – técnico era de perfeita descontracção relativamente ao desenrolar da prova, ao contrário do que me acontecera nas edições anteriores. Foi assim que (praticamente em fim de carreira), consegui, à chegada à Pista de Alvalade, exibir uma imagem de descontracção que nada tinha a ver com a dum corredor que terminava uma prova de 360 quilómetros, conseguindo discutir, ao sprint, o 2.º lugar!
(O vencedor, foi Mário de Sá, que teve forças para manter a fuga que iniciara na Malveira).